| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Gypaetinae |
| Bonaparte, 1831 | |
| Espécie: | L. forbesi |
O gavião-gato-do-nordeste é uma ave accipitriforme da família Accipitridae, também conhecida como gavião-de-pescoço-branco.
A espécie foi considerada por muito tempo como uma variação do imaturo do gavião-de-cabeça-cinza, Leptodon cayanensis, até que Swann (1922) a descreveu como uma forma independente.
É conhecido originalmente pelo único espécime-tipo, coletado em 1880 e depositado na coleção do British Museum of Natural History, Tring (BMNH), procedente de Pernambuco.
Posteriormente, um macho e uma fêmea adultos e uma fêmea subadulta foram coletados em Alagoas e depositados no Museu Nacional do Rio de Janeiro (Teixeira et al. 1987a,b, Ferguson-Lees e Christie 2001). Alguns autores consideram a possibilidade de ser apenas uma variação do L. cayanensis (Sick, 1997, Mallet-Rodrigues 2005), mas foi reconhecida pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO 2006) como um táxon independente.
Seu nome científico significa: do (grego) leptos fino, delgado; e odön = dente; e de forbesi = homenagem ao zoólogo britânico e coletor de espécimes no Brasil, William Alexander Forbes - (1855–1883). ⇒ Dente fino de Forbes.
A espécie encontra-se ameaçada de extinção, possivelmente em declínio populacional (ICMBio 2014). Nas últimas décadas, as florestas nordestinas foram reduzidas a apenas 1%, os maiores fragmentos que restaram estão em Pernambuco, com área de 45 km², e Alagoas de 30 km², sugerindo que a espécie está em uma situação bastante precária (BirdLife, 2009). Segundo ICMBio (2014) não há mais de 2.500 indivíduos na natureza, acredita-se que entre 95 e 100% dos indivíduos estão em uma única subpopulação.
Esta espécie possui 50 centímetros de comprimento.
Não possui subespécies.
Alimenta-se principalmente de lagartos, lagartixas, aves, insetos e pequenos mamíferos. Na Paraíba, Frederico A. Sonntag (obs. pess.) registrou alguns comportamentos de caça da espécie. Segundo o autor, normalmente o L. forbesi tem atividades de caça no início da manhã, gosta de sobrevoar a floresta a procura de lagartos expostos ao sol, como jovens iguanas.
Vive no alto das árvores, de onde observa seu território e localiza suas presas. Frederico A. Sonntag (obs. pess.) relata que este gavião tem preferência por florestas onde haja rio, mas pode ser encontrado em áreas em regeneração e capoeirões maduros, como é o caso da Fazenda Cidade Viva, uma área de aproximadamente 30-50 hectares, onde o autor registrou dois casais. Pereira et al. (2006) registraram uma série de comportamentos de voo da espécie, muito parecidos com os do L. cayanensis.
ocorre apenas na região nordeste do Brasil, nas formações florestais dos Estados de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e extremo sul do Rio Grande do Norte.